sexta-feira, 11 de maio de 2018

Depois do sexo ascendeu um cigarro e sentou-se frente a janela entreaberta naquele quarto de motel...


Eu estive presa em sua máquina mortífera.
Seus olhos claros, em tom verde água. Sua pele clara demais.
Seus cabelos loiros com um leve toque europeu.
Você nasceu no nordeste do país. Tem um sotaque carregado.
É gostoso quando sua boca rosada toca minha pele. Quando sua voz grave me diz palavras sujas.
(pronuncia)
Você é cheiroso, é macio, é grosso, é safado!
Uma mistura indecente de amigo e amante. É fumante. Um charme à parte.
É Ferrari Black o nome?!
Seu cheiro fica impregnado no meu corpo. Na minha garganta.
Eu lembro de você sempre que esse cheiro me toca suavemente pelas ruas. É, outras pessoas usam o seu perfume. O que obviamente não tira sua singularidade.
E quando você me pega violentamente, perco o controle sobre minhas atitudes. Sobre minha respiração.
Você não é meu e é bom que assim seja. Sua dona talvez tenha certa sorte. Você diz que é meu dono.

(Poema feito para um cara.)

Nenhum comentário:

Postar um comentário