quinta-feira, 19 de julho de 2018

Dane-se

...Toda essa merda de que "homens não prestam" e blá blá blá. Não vou mais culpar os outros pelas merdas que eu fui adulta e "responsável" o suficiente para fazer. Eu sou de longe a pessoa mais adequada para julgar qualquer que seja; o pecador ou o seu pecado. O problema em ler uma versão da história, é que corre-se o risco de ser injusto condenando uma das partes sem saber o real fundamento de tudo aquilo.
Minha irmã deu umas boas gargalhadas quando lhe falei sobre como o episódio em que Hannah Baker se mata, mexeu com meu psicológico. Concluí que as vezes é melhor ficar calado, porque as pessoas podem rir de você...
Mas eu falava sobre os idiotas dos homens. E ontem, estive com um idiota que é na verdade, um idiota mesmo, mas que não poderei jamais negar que foi um mal necessário, em certos momentos. Eu definitivamente, não o odeio.
Quando o homem que eu amei com todas as forças de minhas entranhas teve um ataque de fúria que resultou em uma tragédia: uma queda fatídica de meu adorado aparelho telefônico. O outro homem que vou chamar aqui de... Mark, porque ele é a cara desse personagem do filme Trainspotting:
(...apesar de que prefiro 'batizar' as pessoas com nomes um pouco piores...)
Mark, resolveu me ajudar e mesmo eu sendo grossa e o tratando mal, ele estava sempre lá, me aturando em meio a crises e surtos. Eu não deveria, mas acabei me apaixonando por Mark - ou apenas me tornei uma dependente emocional dele, devido a fragilidade psicológica ocasionada pelo momento que estava vivendo. Uma patética romântica incurável.
Ele me emprestou um telefone. E um belo dia eu resolvi sumir... porque é isso o que eu faço, me afasto das pessoas. Não pretendo permitir que qualquer laço afetivo me impeça de... enfim, detesto romances, especialmente os açucarados. Uma bela ironia que me acomete.
Ele se sentiu magoado porque sumi da forma que sumi e o deixei, segundo suas próprias palavras, preocupado. Por isso enviou uma mensagem que eu sequer recebi - pois estava afastada de quaisquer meios de comunicação - com os seguintes dizeres:
"Se não quer falar comigo, entre em contato por favor, para devolver meu celular."
E eu li a mensagem no dia em que me senti bem o bastante para falar com ele. O modo como ele falava na mensagem me irritou profundamente, e solicitei gentilmente que ele enfiasse o celular no cu, assim que eu o devolvesse:
"Não se preocupe, eu não pretendia ficar com ele. Entre em contato para que eu possa devolver. Espero que haja espaço suficiente para que você possa guardá-lo naquele lugar."
O que depois ficou esclarecido. Mark falou sobre ter conversado com uma "amiga" minha, que disse que eu não queria mesmo falar mais com ele. Conversamos como adultos, devolvi o celular dele mas antes dizendo que o havia introduzido em meu próprio orifício antes de lhe entregar - porque em resposta ao que lhe dissera, ele sugeriu que caberia mais fácil no meu - obviamente era epenas provocação de minha parte. AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA. Sou mesmo muito engraçada, modéstia à parte.
Abracei Mark, nos beijamos com certo fervor, e então não houveram as famigeradas rapidinhas. Nos despedimos, e caminhei na noite de volta para casa.

8 comentários:

  1. Ah Mah, que bom que ficou tudo resolvido e vocês se acertaram, isso me deixa feliz ^^

    Kisses

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  2. por isso não se deve se envolver com ninguem enquanto estamos magoadas ou machucadas por outro relacionamento, porque a dor meio que se acumula na gente esperando pra ser tirada, e ai aparece alguem querendo se aproximar e é meio que instinto animal, tipo quando gatos arranham uma pessoa querendo os dar comida, porque esse gato fugiu de uma casa abusiva e agora a mente dele foi nublada por medo e raiva, e toda vez que ele ver uma mão ele vai querer atacar porque uma mão no passado machucou ele, uma mão que deveria o dar amor, e mesmo que apareça outra querendo oferecer carinho, sua pele está machucada demais pra receber nesse momento... são instintos, é o medo na gente, medo de sofrer de novo, e todo mundo sabe que é melhor atacar do que ser atacado, mesmo nós não estamos em perigo, mas nosso inconciente está se sentindo ainda em estado de ameaça, pois ainda está lidando com as dores do passado... infelizmente é assim, e a cura depende da pessoa... tem pessoas que demoram semanas, outras anos... mas se elas não respeitam esse tempo... elas podem descontar a raiva e a dor delas em outra pessoa, e isso apenas cria mais dor, não só passado, mas multiplicando, pois o que era uma pessoa lidando com o passado, agora é uma pessoa ligando com o passado de outra pessoa, e outra tendo que lidar com a ideia que além de ter um passado amargo... acabou de destruir o presente de outra pessoa sendo tão toxica quanto quem a um dia maltratou... é complicado...

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    1. Nossa, fiquei até comovido de ler este comentário, por que é a mais pura realidade.

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    2. Uma bela análise. Obrigada por este comentário, Cecília; foi muito sincero e profundo!

      Também li o seu irmãozinho, obrigada por entender meu humor diabólico.

      Obrigada a você também, amiga Lexi <3

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  3. Você se apega muito fácil, irmã, igual a mim mesmo, acho que realmente faz sentido nos nos chamarmos de irmãos, são muitas coincidências mesmo... Eu ri aqui lendo a parte da resposta que deu para o seu amigo, hahaha! #Revoltada Mas, é aquele ditado, como dizia minha avó: Não é bom depender dos outros. A cena da Hannah Baker se matando na primeira temporada me deixou bem comovido, que cena forte, me lembro até de ter chorado.

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  4. Você é uma demoniazinha que eu invejo.

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  5. Que bom que tudo se resolveu, e houve beijo omg >.<

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  6. Evito conversar sobre tais coisas com as pessoas a minha volta, elas parecem sempre estar "defecando" para as minhas opiniões...
    Mas estou feliz sobre esse beijo... Uma lembrança eterna.

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